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#EsteOutroMundo

#EsteOutroMundo

Falar de nós.

Para todos os efeitos, sempre me apaixonei fácil, sempre entreguei tudo de mim, apesar de não me entregar facilmente. Mas desta forma nunca me tinha acontecido. 

 

Apareceu do nada, como quando o vento muda de direção e eu, que tinha tudo tão (re)definido na minha cabeça, vacilei. 

Apareceu como uma lufada de ar fresco, como uma luz ofuscante ao fundo de um túnel escuro como breu, que eu percorria há tempo de mais e não conseguia sair por nada. Apareceu como uma madrugada de primavera, quando finalmente, está a ser anunciada a chegada do verão. Chegou e levou tudo à frente, trouxe-me tudo o que faltava. Trouxe-me o sorriso sincero, o riso aberto e verdadeiro, trouxe-me o tremer interior e o nervoso apaixonado. Trouxe-me o medo de acabar antes do suposto. E já não consigo perceber o significado das coisas se a presença não for uma realidade e se a ausência estiver tão presente como o meu sorriso. 

Veio não sei de onde, não sei como, não sei porquê. Mas sei o quando...e o quanto bem me fez - e faz!

 

Trouxe-me o sentido de orientação que há tanto tempo não tinha, e que não sei se quero perder (e apesar de me orientar tanto, nunca me senti tão desorientada). E não sei se foi ele que chegou, se fui eu que fui. Às vezes acho que fomos os dois, mas depois sinto-o que a puxar-me de onde eu estou. Às vezes acho que fomos os dois, mas depois olho e apercebo-me de que andava à sua procura. Às vezes acho que fui eu, mas sinto que foi ele que me encontrou onde quer que eu estivesse encostada. Às vezes acho que foi ele, mas depois parece que era tanto o que eu precisava que era impossível tudo isto existir, se não fosse eu a precisar. Às vezes acho que não foi ninguém... ninguém cá em baixo, pelo menos.   

E veio não sei como, não sei porquê... Não sei porquê só agora - e logo agora!

 

E há muitos "não sei". Tantos "não sei"! Há muitos "se", muitos "ainda", há muitos "mas" e "porquê". Mas não mudava nada deste encontro inesperado e assolapado. E aconteceu tudo tão rápido! E é tudo tão bom! E faz-me tão bem! E mesmo com todas as dúvidas que sobrevoam, todas as incertezas, todo um horizonte em branco, sem ideia do que trarão os próximos ventos, se dependesse de mim para acontecer, eu estaria precisamente aqui, neste ponto, com ele.

E é tanta coisas que se quer dizer e as palavras calam-se. E é tudo tão inédito, invulgar, extraordinário... e é tudo tão irresoluto, tudo tão incerto! E eu, mesmo assim, gosto tanto!

 

E eu falo de nós sem respirar, para não interromper e com medo de pausar algo tão bom ou mesmo de usar um ponto final no que já trouxe tanto e está só no início. Falo de nós como uma criança que acabou de receber o presente que mais pediu; falo de nós como um atleta que acabou de alcançar uma medalha de ouro mundial; falo de nós com o entusiasmo de um ator que ganhou um Oscar. Falo de nós com a energia de 20 cafés, como se não houvesse tempo para dizer tudo o que se quer, mas tivesse todo o tempo do mundo para abraçar a paz e tranquilidade que me traz. Porque é assim que me sinto, com ELE: como se não houvesse tempo suficiente para compensar todo o tempo em que ele não esteve e não está, mas tivesse todo o tempo do mundo para viver este "nós" tão único, tão de repente, tão estranhamente bom.

 

E são tantos sentimentos, tantas palavras, tanta rima, tanta fala, tanto silêncio, tanta vontade de fazer tudo... que, mesmo longe, o sinto perto; que mesmo separados, o sinto abraçar-me; que mesmo no escuro, o vejo. E o resto do mundo parece conspirar contra nós, mas os nossos mundos cruzaram-se como se o resto do Universo conspirasse a nosso favor.

 

E é tudo tão estranho. E parece que nada dá para exprimir o suficiente, que nada explica claramente tudo o que se passa. E parece que por mais que repita todas estas palavras, nada faz jus à nossa história.

E é tudo tão estranho, tão hipotético. E é tudo tão, tão, tão bom! 

Tão novo.

Pinky Promise (Jura, Juradinho)

Prometo-te tudo de mim:

prometo-te o meu toque, prometo-te o meu abraço, prometo-te o meu olhar derretido, prometo-te o meu sorriso babado, os meus ouvidos atentos, as minhas pernas bambas, as minhas mãos desertas por te terem.

 

Prometo-te as minhas palavras mais sinceras, os meus gestos mais apaixonados, os meus desejos mais profundos e os meus sonhos mais bonitos. Prometo fazer tudo o que estiver ao meu alcance para teres a teu lado a melhor pessoa, a melhor menina, a melhor mulher e a tua melhor amiga. Prometo desafiar-te, prometo ser curiosa, prometo animar-te, prometo ser conselheira, prometo guiar-te quando te sentires perdido, prometo encontrar-te sempre, prometo ouvir-te e abraçar-te quando não quiseres falar, prometo acordar-te quando tiveres pesadelos e realizar os teus sonhos. Prometo estar sempre presente.  Prometo desejar-te. Prometo tratar de ti. Prometo engordar-te e fazer-te correr.

 

Prometo-te os teus melhores dias e o ressaltar o melhor de ti. Prometo-te as tuas piores palavras e vir ao de cima o pior de ti. Prometo-te o melhor sono da tua vida e prometo (tentar) tirar-te o sono. Prometo-te os altos e baixos do costume.

 

Prometo-te ser eu. Prometo-te o pior e o melhor de mim. Prometo surpreender-te. Prometo desiludir-te. Prometo orgulhar-te.  Prometo, definitivamente, tirar-te do sério. Prometo controlar-me e prometo descontrolar-me. Prometo descontrolar-te. Prometo-te todo o meu mau feitio e os meus defeitos, prometo que vou falhar e prometo desapontar-te. Prometo pedir-te desculpa. Prometo-te não ser perfeita. Prometo-te os meus melhores e piores momentos. Prometo-te todos os meus sentimentos, prometo-te todas as minhas vontades, prometo-te todo o meu caráter, prometo-te cada pensamento, prometo-te todos os meus valores, todos os meus olhares apaixonados, toda a minha força, todos os meus quereres, todo o meu espaço. Prometo-te todo o meu corpo e toda a minha alma, toda a minha aura. Todo o meu ser. 

 

Prometo querer-te por inteiro.

 

Prometo querer-te por perto.

Por favor, fica por perto. E eu prometo estar aqui para ti, se tu estiveres sempre aqui, completo, só para mim.  Prometo sentir a tua falta cada segundo longe de ti e correr sempre para ti (e contigo). Prometo segredar-te que fico contigo, para ti e para nós... Prometo-te tudo isto e mais ainda, bastando-me prometeres a ti. 

pinky-promise.png

 

Sob Azevinho

Sentia-se agora toda aquela agitação que refletia ansiedade da primeira vez. Desde de manhã que já a sentia dentro de mim com mil anjos a voar dentro do meu estômago, mas agora era diferente. Agora sentia-se cá fora. Sentíamos todos.

Sentiu-se a multidão, ouviam-se os cumprimentos habituais de quem nunca se viu, os sorrisos de "co-licença", os sorrisos de "desculpe" e de "obrigado". Ficou lusco-fusco lá fora, com meia dúzia de focos de presença. Fez-se silêncio. Abriu-se a nossa porta para o mundo. Acendeu-se o sol sobre o outro lado da porta.

Cada um assumiu as suas posições. E apresentações e diálogos e monólogos e gestos e dramas - talvez apenas mais dramas do que o costume. Ouviam-se risos de vez em quando. Trocavam-se olhares lá e cá. Trocávamos olhares. Cruzávamos olhares. Olhos nervosos, tremeliquentos. Chegou a nossa hora. Chegou aquela hora. 

 

...

 

A cortina fechou. Mantivemo-nos nas nossas posições para a despedida. Mantivemo-nos, então, entrelaçados, de lábios encostados e eu com o pé esquerdo no ar. O cenário continuava com as luzes acesas num quadro natalício épico, com árvores despidas, pintadas de branco e os focos divididos entre pisca-piscas brilhantes de Natal e estrelas fulgentes.

E aquele visco-cupido. O azevinho por cima de nós, pintalgado de neve que de tão branca, naquele cenário, parecia tão verdadeira, para provocar um beijo. Como se fosse preciso todo um cenário romântico daqueles para haver um beijo. Como se fosse preciso um ramo de azevinho para haver um beijo. Como se fossem precisos ensaios, enredos, cenários do que quer que fosse. Tudo pensado ao pequeno pormenor, tudo organizado com tempos perfeitos, músicas perfeitas, ambientes perfeitos, palavras perfeitas. E nós. E os outros... para os outros... e nós. Talvez também para nós, porque talvez fosse mesmo preciso azevinho...

Apagaram as luzes do lado de cá e um momento que era suposto durar uma fração de segundos, congelou (n)o tempo. Será que congelámos também? Será que todo aquele cenário tão epicamente realista, inspirado em qualquer canto do mundo com uma aldeia de natal tão perfeita, de tanta neve que tinha, nos terá congelado realmente também? Será que nos importávamos assim tanto se realmente tivéssemos congelado?

Não sei quanto tempo ficámos presos a uma cena tão libertadora. Não sei quanto tempo estivemos assim. Não sei quanto tempo desejámos ficar assim. Não sei se o nosso para sempre não se passou naquele tempo infinito que ali estivemos.

A sala foi ficando vazia, não sei se os ecos que ouvimos eram as pessoas a irem embora ou nós a isolarmo-nos das pessoas... mas o silêncio era cada vez mais. E nós continuávamos como no início desta mesma cena... Estaríamos ainda a representar? Seríamos ainda duas personagens? Será que alguém nos estava ainda a ver? Será que nos iam aplaudir quando nos largássemos? Será que tinha corrido bem?

 

Deixei de pensar. Sentia as minhas mãos à tua volta de forma diferente. Tremia, portanto não tinha congelado... Mas, mais uma vez, estaria a tremer por causa daquela neve tão verdadeira? E tu, como estarias? O que te estaria a passar pela cabeça? Sentia as tuas mãos à minha volta de forma diferente... com força. Como se fosse preciso agarrares-me, se quer... Como se eu fosse fugir. Estarias a pensar que, de alguma forma, eu teria de estar num outro lugar? Quereria eu estar noutro lugar?

 

Como se depois deste azevinho eu pudesse estar num outro lugar... ou de outra forma... ou sem ti. Depois deste "visco-cupido"... Como se fosse preciso um ramo de azevinho para haver um beijo... Talvez para nós, tivesse sido mesmo preciso...

 

Apagaram as luzes que faltavam.

Se calhar não tinha passado assim tanto tempo.

 

mistletoe.png

 

Ela apareceu.

"Ela é assim... Tem um ar de menina, pensamentos de moça e desejos de mulher. Não conhece o mundo como queria, mas vê o mundo como ninguém.

Ela quer algo real, mas não se esquece das estórias de encantar. Acredita no "viveram felizes para sempre", sonha com fadas e arco-íris e acredita no amor e acredita no cor-de-rosa. Não é ingénua, mas acredita no melhor do mundo, mesmo tendo noção do pior.

 

Ela vai sorrir com facilidade, vai emocionar-se com um vídeo simples, vai chorar no final de um livro e vai disfarçar com um comentário engraçado.

Ela não vai parar de sonhar só porque é (quase) impossível. Não vai deixar de acreditar só porque já falhou. Não vai deixar de sorrir só porque há coisas que não estão bem. Ela acredita em sorrir e no poder de um sorriso...

Ela acredita que tudo tem um lado positivo, por mais que pareça mal e em tirar o melhor dessa altura. Acredita na sorte e no azar, porque sem azar não há sorte... e ela tem tanta! Ela acredita pouco em coincidências: nem tudo acontece por acaso. Ela acredita no destino e em sinais. Ela acredita em pedir desejos às estrelas.

 

Ela exigirá sempre o teu máximo... não porque não esteja satisfeita, mas porque sabe do que és capaz e do quão feliz podes ficar quando chegares mais longe. Ela vai querer sempre mais: mais de ti, mais de vocês, mais do mundo, mais dela. Precisa disso. Mas, acima de tudo, mais amor e paz de espírito.

Ela nem sempre será uma princesa, mas podes acreditar que à tua frente será onde a verás mais perfeita e delicada.

Ela não é perfeita, nem nunca será, mas põe sempre o melhor dela em tudo que faz e faz o melhor que pode daquilo que lhe toca. 

 

E ela ama-te.

Ela ama-te sem perceber se é possível sentir mais do que o que sente por ti e surpreende-se a cada dia quando se apercebe que sim."

 

|| Abril de 2016.

Tempo para Tudo

O relógio não espera pela gente,

mas eu esperei por ti.

Deixo o tempo agora passar,

sem contar o que perdi.

 

Num sopro de nada, 

Num sopro de vento, 

Numa vida passada, 

Sem te ter como alento,

 

Numa gota de nada,

Numa gota de mar,

Numa história diferente,

Sem parar de sonhar.

 

O tempo não espera por nós,

Mas eu sempre esperei por ti.

Deixei o medo passar, 

Deixei de chorar, tentar.

Apenas sorri.

 

Sorri. Sorrio.

Continuarei a sorrir e a deixar sorrir.

Porque o tempo não esperou por mim, 

Mas eu sei o que foi preciso,

para conseguir sorrir assim

 

O tempo não espera pela gente, 

Mas eu acredito em mim, 

Acredito em ser diferente,

Acredito em chegar ao fim.

 

Num sopro de vento,

Num sopro de nada,

Eu esperei pelo tempo,

O tempo não me deixou parada.

 

Numa gota de mar, 

Numa gota de nada,

Deixando de lado o mundo,

Com a vida lançada.

 

Fiquei apenas eu

Apenas eu e o tempo mudo,

Com tempo para tudo.

 

[Tempo para Tudo, 2017] 

A tua história encantada

Abres os olhos e descobres que ele está ao lado... do teu lado. Descobres que não é como sonhaste, mas é real, palpável, vivenciável. Descobres que ele te dá energia para sorrires, para o coração bater mais forte cada vez que lhe tocas, cada vez que o vês, cada vez que o sentes perto ou sabes que o vais encontrar; ele dá-te energia para viveres - cada dia, cada minuto, cada momento, cada sonho. Ele dá-te energia até para respirares.

Apercebes-te que não mais vais conseguir dar um passo igual sem ele. Que os dias ficam sem brilho quando ele não está do teu lado. Que os dias ficam cinzentos sempre que não sorriem um para o outro. Apercebes-te que, sem exagerar, pensas nele 25 horas por dia, 367 dias em anos bissextos. Apercebes-te que não tomas decisões sozinha, mesmo quando ele nem sabe o que estás a pensar. Olhas-te ao espelho e estás acompanhada. Sempre.
Aprendes a rir de ti mesma quando te lembras que acabaste de fazer aquele gesto que ele adora ou aquela expressão que o faz rir. Rir às gargalhadas. Sorrir com aquele jeito que tanto veneras. Com aquele som que te faz não querer ligar o rádio. Ele é uma lufada de ar fresco, é uma brisa na manhã de verão, é a temperatura certa. Ele é uma gota de orvalho nas manhãs de S. João, é a tua canção favorita, a tua história encantada, o teu fim de tarde (e manhã, e almoço, e noite...) perfeito. Ele é o teu eterno primeiro encontro, o teu primeiro beijo e o teu primeiro dia de escola, que sabe às férias de verão junto ao mar ou à noite de Natal junto a uma lareira crepitante.
Ele é tudo o que não tem descrição, tudo o que te faz falar sem parar, tudo o que te faz mudar de humor instantaneamente. Ele é o que te faz odiar seres tão dependentemente independente. É todas as antíteses possíveis, todos os opostos e todos os imprevistos. Ele é tudo o que te lembras. Ele é o teu dia. E a tua noite. Ele é tudo o que amas.

Olhas indiscretamente para ele, sem te importares que toda a gente repare que estás apaixonada. Falas sobre ele. Descreve-lo. Ele é o teu romance. Ele é o teu mundo. É a fotografia excelente que tiraste na tua viagem de sonho. É a paisagem que queres conseguir descrever, mas que te faltam as palavras. Porque ele é tudo.
Tremes. Tremes de excitação, de nervosismo, de amor, de paixão. Tremes cada vez que se fala dele. Sorris quando alguém tem o mesmo nome dele. Vibras. Vibras com tudo o que te faz lembrar dele, que basicamente é o mundo. Parece que tudo te lembra dele, há um pedaço de história em cada canto. Há um pedaço vosso em cada recanto. Há um "nós" em tudo o que tocas. Há um "ele" em tudo o que fazes.
Quando a lua brilha mais forte, desejas que ele olhe para ela para que façam os dois o mesmo. Quando olhas para as estrelas contas quantas serão até ele. Tudo é ele. Tudo seria com ele.

 

Ele é a tua falta de noção, a tua inocência, a tua loucura. Ele é a tua idade adulta, a tua atitude, a tua vontade de lutar. Ele é o teu sorriso, a tua energia, a tua perversidade. Ele é a tua história de amor. Ele é a tua dúvida. Ele és tu.

Mas será que sabe?

E então fui...

Eu queria que o mundo parasse.

Queria que o mundo te guardasse, ficasse em pausa no momento em que te abracei.

 

Tudo começou quando sonhei contigo, queria-te comigo, tinha de ter-te. Não podia deixar que nada me impedisse de te viver. E então fui: fechei os olhos, deixei-me ir e fui. Fluí.

Andei muito - durante milénios - sempre à tua procura. Piscando os olhos constantemente a tentar perceber se era miragem estar sem ti quando os abria ou se sonhava não te ter quando os fechava. Era assim tão impossível a probabilidade de chegar até ti? Era assim tão descabida a ideia de fazeres parte de mim? Queria-te mais do que me quero a mim.

 

Depois tu chegaste...

Ou eu cheguei até ti, não sei bem.

Sorriste para mim como se tivesses nascido a sorrir, como se sorrir fosse parte de ti, como se tu fosses esses sorriso e ao sorrires te me desses. Sorriste para mim como se fosses meu. E eu era tão tua como esse sorriso teu. Sorriste para mim como se sorrir fizesse parte da tua respiração, como se esse sorriso fosse meu e me o quisesses devolver. E eu não o queria. Não o quis. Não o quero. Quero um, mas não o teu. Quero um sorriso de ti, mas outro que não esse. E quero que esse sorriso seja eu.

 

E então fui. Fui decorando cada curva desse sorriso, cada ruga em redor dos teus olhos acentuando toda essa felicidade, cada som do teu riso, cada gesto dos teus dedos, cada cabelo teu. Decorei-te. E decoro. E decorarei. E sei-te de cor, mas não me chega. 

Eu não quero desenhar-te mentalmente, parar-te na minha mente para rever esse sorriso. Eu queria-te aqui. Queria respirar-te a ti tanto quanto nos respiro a nós, quanto nos inspiro. Queria conseguir tocar-te e tocar esse sorriso como quando chegaste... ou como quando cheguei até ti, ainda não sei bem.

Mas desta vez não chegas... ou eu não te encontro.

Não que não continue à procura, porque continuo. Será assim tão impossível a probabilidade de te fazer ficar? Será assim tão descabida a ideia de te ter?

Eu queria que o mundo parasse quando te abraçasse. Juro que queria.

Mas o mundo não parou.

Dia Mundial do Sorriso: sorri sempre!

Dizem que foi o dia mundial do sorriso, mas não era outro dos dias que devia ser diariamente? Dizem que "um dia sem sorriso é um dia perdido" e eu concordo.

Sorrir faz parte de nós, da nossa natureza. Porque não sermos naturais? 

O sorriso é muito melhor que carradas de maquilhagem, é genuíno e transparente. É tão fácil de perceber quando uma pessoa não está a por tudo o que tem naquele momento...

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