Abraços
Um futuro e tanto,
um futuro brilhante,
e um par seres divididos,
entretanto somados,
encontrados de alma gigante
e num abraço fundidos.
Descritos em mil epopeias,
em romances infinitos,
em canções de amor cheias,
vêm com asas que não se veem,
vêm com tantos abraços apertados,
beijos tão bem dados,
corpos colados,
olhares refinados.
Um futuro tão bem guardado,
e que só a deuses pertence,
tantas vezes imaginado,
delicadamente desenhado,
tantas e tantas vezes comentado.
O mais belo dos acasos
de tanto em tanto foi sonhado.
Dois corações errantes,
Dois quase descrentes,
Que creem de tanto em tanto
em tudo e nada,
factos e teorias,
acasos e magias,
realidade e encanto,
previsões e fado.
Em abraços.
E colam-se, refazem-se,
partem-se, repartem-se
e ficam sempre com as melhores partes.
Entre desencontros e percalços,
Entre planos e abraços.
O mais belo dos acasos,
de tanto em tanto partilhado.
Num mundo bem inspirado,
um futuro e dois sorrisos,
andam agora de braço dado,
eles e os dois corpos lado a lado,
eles e duas almas descansadas,
eles, e as palavras que trocam,
eles, e os momentos que só eles conhecem,
eles, e as gargalhadas roubadas,
eles e mais uns abraços.