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#EsteOutroMundo

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"Amar é dar a alguém a paz que o mundo tira".

Deixemo-nos de cenas : a vida e o mundo de hoje em dia são - inevitavelmente - stressantes. Nós sobrevivemos, claro: cada vez desenvolvemos mais e melhores ferramentas para cuidarmos de nós próprios, para aproveitarmos ao máximo a nossa própria companhia, para cultivar o amor próprio (que palavra cliché, não é? parece que agora pegou moda, mas nem nunca devia ter saído de circulação), para sabermos namorarmo-nos e gostar de nós porque "se não gostarmos de nós quem gostará"? Mas ninguém sobrevive completamente sozinho.

Precisamos de ninhos para aterrarmos (nem que seja de vez em quando), marinas-colo para desembarcarmos em bom porto, pessoas-abrigo, abraços-casa.

Esqueçam a paixão - diz-vos uma romântica incurável, uma apaixonada assumida. Aprendam que para além de o amor poder ter várias formas, nem sempre começa com pernas bambas e corações acelerados, nem sempre nos apaixonamos, nem sempre derretemos. Há amores que começam devagar, há amores que são apenas amizade e amores que começam em amizade, há amores sem paixão - dos amores românticos ou não - e há os amores loucos de paixão.

Aceitem pessoas em ponto-lagarta, e tragam cores à vossa vida . As pessoas - e as relações - sofrem metamorfoses e nós devíamos encher a nossa vida de borboletas! Semear palavras, plantar gestos e viver num jardim - num jardim que, obviamente, temos de cuidar para se manter bonito.
Sejam a paz de alguém, e cultivem (cativem, cuidem) quem vos traz paz.
Tenham quem vos sossegue, quem vos traga boas energias, quem vos faça vibrar, quem vos anima e faz (sor)rir. Tenham quem vos é calma, porque no fim do dia - no fim da (rotina da) vida e nos "fins dos mundos" todos por que o nosso mundo passa - quem nos ama é quem nos embala, quem nos acolhe e cuida, quem nos é - e traz - paz.

(E, se não trouxer paz, deixem ir.)

V A I !

E se depois do pôr do sol já não estiveres? Se te fores embora com a última luz do dia? Se não te encontrar no escuro da noite?

Vai !
Porque a praia é um bom sítio para te perder... e , na verdade , há lá sítio melhor para esperar por um novo dia? Há lá sítio melhor para respirar a minha companhia? Há lá sítio melhor para recomeços?

Aproveito - me de mim. A solidão não me cansa , a minha companhia agrada-me. Sorrio-me e abraço-me - verdade que é sem ti, mas é comigo. E, assim, amanhã já não te perco. Tu vais e eu fico. Amanhã já me encontrei e brilho à luz do sol ou da lua. E ficarei ali até à noite. Aproveito - me naquela luz de fim de dia que existe contigo, ou sem ti e que lá está sempre que preciso. Amanhã já não te perco, apesar de nunca ter pensado ter - te e de não se poder perder o que nunca se teve .

Vai!

Há já muito tempo que me sei guiar tão bem no escuro da noite como em plena luz do dia ...

E, se desapareceres no mar como o sol, desapareces bonito.

Vai ! Porque eu não vou, não quero ir, nem desapareci . Estive , estou e estarei lá ( para o pôr do sol , para mim e , se for o caso , até para ti ).

Vive-te.

Sabes viver com o tempo,
com o vento,
com o relógio a contar.

Sabes viver com a chuva,
com a lua,
com os dias a passar.

Sabes viver com os sonhos,
com os medos,
com a vontade de acordar.

Sabes viver a vida,
desprendida,
com vontade de a despertar.

E vais vivendo calmamente,
relaxada,
encantada,
com os olhos a brilhar.

E vais vivendo o momento,
tranquila,
não vacila,
com o coração a vibrar.

E vais vivendo o sol,
o calor,
o amor,
com o peito a borbulhar.

E vais vivendo e sorrindo,
como quem quer paz,
sem olhar para trás,
mas as memórias a chamar.

E a vida leva-te ao colo
e tu levas uma vida e tanto,
uma vida e muito,
cheia de encanto.

E a vida deixa-te ir,
e tu cheia de vontade,
de ir, vir e sorrir
de respirar felicidade.

E a vida traz-te cor,
e tu deixas-te levar,
deixa-la fluir,
deixas-te pintar.

E a vida guarda-se em ti
e tu transpiras vida,
deixa-la chegar e fluir,
transpiras uma alma florida.

E vais voando,
vais vivendo,
com os teus sonhos e lemas,
os teus medos e dilemas,
com os teus problemas,
os teus sorrisos e esquemas.

E com uma veia colorida,
tu vives-te,
ela vive-te,
e tu vives a vida.

Alguém especial.

​" Achas que posso ter mais um beijo? Eu encontrarei o final nos teus lábios e depois vou.

 

Talvez também mais um pequeno almoço, mais um almoço, mais um jantar. Eu estarei completa e feliz e depois podemos separar-nos.

Mas, entre as refeições, achas que podemos deitar-nos uma vez mais? Mais um momento prolongado em que o tempo fica suspenso indefinidamente e eu pouso a minha cabeça no teu peito.

 

A minha esperança é que adicionarmos tantos "mais um" que equivalerão ao tempo de uma vida e nunca cheguemos à parte em que eu te deixo ir.

Mas isso não é real, pois não? Não há mais "mais um".

 

Conheci-te quando tudo era novo e excitante e as possibilidades do mundo pareciam não ter fim. E ainda são. Para ti. Para mim. Mas não para nós. Algures entre o depois e o agora, o aqui e ali , eu penso que não nos fomos separando... apenas fomos crescendo.

 

Quando alguma coisa parte, se as peças são suficientemente grandes, tu és capaz de consertar. Infelizmente, às vezes, as coisas não partem: elas estilhaçam-se. Mas quando deixas a luz bater, o vidro estilhaçado brilha. E, nesses momentos - em que os pedaços do que éramos apanharem sol - eu vou lembrar-me de quão bonito foi. De quão bonito será, sempre.

Porque éramos nós. E nós fomos magia. Para sempre. "

 

Excerto do filme da Netflix : SOMEONE GREAT / ALGUÉM ESPECIAL, com Gina Rodriguez.

(Não podia deixar de partilhar, esta despedida maravilhosa ao amor.)

 

Ela.

Houve um dia em que abriste a tua mão e a deixaste ir.

Ela não queria, nunca quis, sempre fez força por ficar. Mas foram soltando as mãos, tu foste soltando as tuas mãos com aparente vontade... que podia ela fazer? Tentar puxar-te uma vez mais?! Tentar evitar o inevitável?! Adiar o inalterável?! Não podia. Não queria. Não conseguia. E tu conseguiste, em fim: abriste a tua mão e deixaste-a (ca)ir. E ela foi.

 

Ela foi a olhar para trás, mas seguiu. Teve de seguir. Tinha de seguir. E foi a olhar para trás, de passo lento, com vontade de voltar atrás. Mas não podia e teve de seguir. Ela tinha de seguir. 

 

E depois o tempo passou. E ela foi deixando de olhar para trás, para deixar de tropeçar. Ela foi acelerando o passo para poder fugir das memórias de ti. Ela foi seguindo, como tu quiseste que fosse. Porque ela não queria, mas não podia voltar para o que já não existia, para o que tu - e só tu - não tinhas conseguido guardar.

Houve uma altura em que chegou ao fundo. Ela disse-me que tinha chegado ao limite, em lágrimas.  Disse que ia recuperar-se um dia, acreditando na vagareza do processo. Dizia que o peso da alma não deixava que fosse de outra forma. Dizia que era tanta coisa, que não tinha leveza, nem a força necessária para fazer frente a esse peso.

Depois acho que foi perdendo peso em lágrimas. Acredita que chorou - eu vi-a chorar! Foi ficando mais leve, acredito... e talvez por isso tenha conseguido acelerar o passo. E depois foi começando a crescer -  eu vi-a crescer! Transformou momentos em memórias, momentos em lições. Acho que não deixou nada para trás.

E assim, cresceu, secou, ganhou leveza, sorriu. Eu vi-a sorrir. E foi continuando em frente, de cabeça erguida, de passo mais acelerado. Olhar para trás era cada vez menos frequente. Ela foi aprendendo a viver assim solta, de mãos largadas. Dona de si.

 

A determinada altura perdi-a de vista. Acho que deve ter ganho asas. Tu disseste para ela ir e ela foi. Tu disseste para ela não ir, mas ela já tinha voado. Mandou mensagem: foi correr mundo. 

Não sei se o mundo dos sonhos, se o mundo real, se o mundo literal. Acho que de tudo um pouco. E cresceu, dona de si. Não te esqueceu, porque era impossível isso acontecer. Mas aprendeu a gostar dela e das suas mãos soltas. 

 

Aprendeu a gostar dela e do mundo. Reaprendeu a sorrir - eu vi-a sorrir como nunca, dona de si!

Houve um dia em que tu abriste a tua mão e a deixaste ir. E ela foi, com receio do que aí viria, mas foi. Foi e chorou. Foi e lutou. Foi e descobriu. Foi e mudou. Foi e voou.

Talvez ainda te ame ou talvez seja ainda o peso de toda uma história que se passou. Talvez te voltasse a dar a mão à primeira oportunidade ou talvez te desse de novo o coração, mas não a mão. Ou talvez nenhum dos dois. Nunca mais disse ter sonhado contigo e talvez isso seja um começo. Ou algum ponto de partida. Ou apenas um momento de pausa.

Ela agora traz determinação naquele coração - e no olhar (ai se tu alguma vez lhe tivesses conseguido ler o olhar. E o coração!).  Ela às vezes perde-se, mas acho que sabe exatamente o que quer e só não o diz com medo de se expor. E ela está feliz: pode sentir falta de algumas coisas, mas está feliz. E determinada, principalmente em nunca mais se perder dela. Dona de si.

Houve um dia em que tu abriste a tua mão e a deixaste ir. E ela foi, porque teve de ir. Por ela, para bem dela, porque tu não a sabias mais ter. Houve um dia em que tu abriste a tua mão e a deixaste ir. Não a culpes, ela só fez o que tu pediste, como sempre. 

Houve um dia em que tu abriste a tua mão e a deixaste ir. E ela voou e podia ainda não saber o que queria dali para a frente, mas ficou, com certeza, a saber o que nunca mais queria.

Atlântida.

Fui passando de pés descalços, por entre ramagens primaveris, com a palma da mão a acarinhar as flores campestres naquele descampado que não sabia onde ia dar. Aliás, ultimamente parecia que não sabia onde nada ia dar: por muito bonita que fosse a paisagem, por mais brilhante que fosse o horizonte, por mais incríveis que fossem as margens que delineavam o caminho por onde seguisse, parecia que o destino final não ia, se quer, sendo desenhado.

E a minha vida andava sem cheiro, andava vazia e sem cor, mesmo com todas essas flores a perfumar o ar e a dar cor ao mundo. E o coração sem direção, sem rumo, sem qualquer ponto de partida e de chegada, sem qualquer sentido de orientação, com incerteza e a insegurança de saber que um dia iria deixar de estar assim. E o que o deixava inseguro era saber o que vem depois de ter certezas, depois de ter tudo assegurado, tudo o que desejou... andava discreto, quase parado, com medo de voltar a acelerar e bater de novo, com medo de chamar a atenção, porque mais vale manter-se à margem de todo um mundo de sensações, do que reviver toda a desaceleração de novo, do que arriscar perder-se de novo, do que arriscar sentir-se mais perdido do que naquele momento. E o corpo andava mole, quase deambulando por entre a vida e o "sobreviva" e assustado com o que poderia chegar em contra-mão, com o que poderia vir contra ele e ser tão favorável quanto efémero, como sempre fora, trazendo das mais saborosas sensações que tão ou mais facilmente se tornariam dissabores que, com toda a certeza do mundo, ele não queria sentir nem mais uma única vez.

E o mundo tornou-se um lugar de co-habitação, um lugar imóvel, sem jeito, sem qualquer tipo de emoção: sem cheiro, sem cor, sem som. Um lugar inútil onde ouvia apenas o som dos pés descalços a estalarem o mato seco e morto, a caminho do desconhecido, naquele trilho perdido.

O mundo tornou-se o lugar mais solitário do universo. O mundo tornou-se num pequeno T0, sem espaço: sem espaço para respirar, sem espaço para me libertar, sem espaço para correr, sem espaço para esperar, sem espaço para viver. O mundo tornou-se num espaço oco, sem sentido, sem cor, sem movimento.  

Então tudo se perdia: perdia-se no mundo, perdiam-se umas coisas das outras. E perdia-me eu do mundo, do resto e de mim.

 

E perdi-me tanto que me encontrei. E descobri que mesmo não sabendo onde iria ter, teria de aproveitar a viagem: a paisagem bonita, o horizonte brilhante, as margens incríveis que delineavam o caminho por onde seguia... E a rota eu própria teria de desenhar.

 

E, discretamente, a viagem foi-me levando a bom porto... E atracou-me a ti. Sem fazeres a mínima ideia do que fui sem ti que logo da primeira vez me fizeste esquecer de perguntar o que faria ali.

E no teu sorriso encontrei a minha vista favorita, o meu ponto de paz. Mostraste-me um lugar só meu, nesse mundo teu e eu encontrei um espaço do tamanho do mundo que eu tinha perdido.  Encontrei um mundo tão familiar, que saberia ir de um lado ao outro sem me perder. Queria percorrer-lo (e a ti) em contra-mão. E descobri também que era com o teu cheiro que queria perfumar o ar: com a essência da tua presença. E descobri a cor com que iria pintar a paisagem: a tua cor, os tons da tua presença. E mesmo com a incerteza do que poderia emergir a partir daqui, eu queria deixar-me ir.

 

E tal Atlântida perdida, encontrei o melhor de mim ao mergulhar em ti.

Falar de amor.

Querem-me proibir de falar de amor: dizem que não sei o suficiente ou que sei de mais, dizem que sonho alto, dizem que a vida não é uma estória de encantar, dizem que não é um mundo cor de rosa.

E então, como se os sentimentos tivessem idade ou uma data de validade, dizem que não posso falar de amor.  Como se não se pudesse sonhar só porque nem sempre as coisas correm como queremos. Como se o amor fosse uma coisa linear, uma coisa específica, querem fazer-me acreditar que não existe.

Estes descrentes, ateus de romance e qualquer outra coisa que faça lembrar o amor. E depois dizem que não sei falar de amor. Dizem que não se fala do que não se sabe, e como consideram demasiado a sério a hipótese de eu não saber o que é amor, dizem que não posso falar dele.

 

Mas eu não os ouço. Não os ouço e falo de amor. Porque gosto falar de amor e é a única coisa que acredito sem sombra de dúvida.

Sonho alto e falo de amor, e de todos os sonhos que tenho com ele. E dos castelos no ar que me faz criar, das estórias encantadas que imagino e me encantam. Falo de como muda o meu mundo, de como cria a minha bolha e um filtro especial. 

Vivo num mundo cor de rosa, com uma pitada de realidade. Porque o mundo real é tão hipócrita, que o maior disparate do mundo, seria viver no mundo real com uma pitada de cor de rosa. Não preciso de me alienar ao que vem do mundo real, mas posso por um filtro cor de rosa, e tentar ignorar o máximo possível o que quer escurecer esse mundo. De qualquer maneira, poucos devem ser os que acham um rosa-escurecido bonito.

 

Não sei se vou estar sempre assim ... e até talvez, lá no fundo, examine a minha existência e saiba que tenho vários motivos que me pudessem fazer duvidar dele. Talvez às vezes, por pensar mais com a cabeça e por o coração de lado, tente desconfiar do amor, tente não acreditar na sua existência. Mas depois vêm os sonhos. Vêm as vontade e desejos, vêm os olhares apaixonados, os sorrisos perdidos de amor, os nervosos miudinhos. Vêm os dias que correm mal, quando se está mal de amores ... Ou mal com quem amamos. E vêm os dias de sol, os dias de magia, os dias de quase-explosão e de espalha-felicidade quando tudo se resolve.

Porque o amor é mais que paixão. O amor existe de todas as formas na nossa vida. E depois sabemos que ele existe, se abrirmos os olhos a isso: ao apaixonar, ao acreditar e desconfiar, ao abraçar e sorrir, ao discutir, ao proteger e querer saber. Porque o amor é o pior sentimento do mundo, tal é a intensidade que dói e nos faz sentir impotentes.

É por isso que acredito tanto: porque sentimos tudo. Sentimos as idas e as vindas, a felicidade e a mágoa, a energia e a derrota.

O amor não é hipócrita e mostra o lado mau do mundo (do coração, da cabeça, do corpo e da alma). E nós podemos fechar-nos ao amor, mas o amor continua lá, a existir, nós é que fechamos a porta (e esquecemo-nos de abrir a janela): é a velha história de "se partes do pressuposto que não acreditas em algo, já estás automaticamente a por a hipótese de que exista". 

 

Mas vou falar de amor.

Vou falar de amor sempre que me apetecer. Do meu e dos outros. Do amor próprio e do amor por quem me rodeia. Da paixão e não só. 

Vou sempre falar de amor e ser apaixonada pelo amor. E viver no meu mundo cor de rosa, sonhar com tudo o que tenho direito e com tudo o que as estórias de encantar me deixaram a acreditar.

E vou viver o amor em modo repeat, como se fosse a primeira vez. E talvez alguma vez, seja efetivamente a primeira. E talvez eu nem perceba... E talvez eu até já saiba qual é.

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