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#EsteOutroMundo

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No nosso tempo.

Quero abraçar-te para sempre.
 
No nosso finalmente,
No nosso pronto,
No nosso agora,
No nosso por aí fora,
No nosso “não vejo a hora”,
No nosso “de hoje em ora”
Porque o nosso tempo demora.
 
Mas depois chega, e corre.
Chega e não para.
Chega e escorre,
Chega e não espera.
 
E eu quero parar esse tempo
quando ele chega,
porque parece com tanta pressa,
e vem e vai tão depressa.
Esse tempo que não espera
quando nos perdemos dele,
quando nos perdemos dum mundo.
Que tanto nos desespera.
 
E esse tempo acelera
(mesmo a fundo)
Quando somos um e o outro,
 
Quando somos um do outro,
Quando finalmente estamos sós,
Quando, por fim, nos temos,
A nós e aos nossos momentos,
E à nossa voz.
E nos encontramos nos nossos beijos,
nas nossas mãos, nos nossos nós.
 
E eu vejo um tempo que reage,
A esse abraço que me derrete,
A esse colo que me protege,
A esse todo que, sem saber, me dás.
 
E depois há esse sonho de sorriso que me aquece,
Esse “tu” que me prende, me apetece,
Esse olhar que quanto mais olho,
Mais sinto, mais vivo, mais tenho…
Mais devaneio ou miragem me parece.
 
E o tempo não nos respeita,
Nem a mim, nem a ti, nem a nada:
Nem a essas coisas que são tuas,
Nem a essas coisas agora tão minhas,
Nem a esses momentos tão nossos,
Tão escassos,
Tão demorados,
Tão apressados,
Tão tanto,
Tão tudo. 
 
Quero abraçar-te até ao fim do mundo.

Ensina-me a voar.

Deixa-me ter-te.

 

Deixa-me abraçar-te de manhã, como se percebesse que o teu cheiro não é um sonho, ter o teu desenho na minha cama quando te levantas e perceber que o teu tão ambicionado regresso é tão efetivo como a minha existência. Acho que sinto falta da nossa essência e tudo o que ainda não fomos . Deixa-me passar-te os olhos, observar-te de alto a baixo, de baixo a alto, de frente - olhos nos olhos, mãos nas mãos, coração no coração, abraço em abraço.

 

Deixa-te de coisas: deixa-me comprovar-nos e provar-nos - sem medo dos dissabores, sem medo do agridoce, às vezes tão amargo, sem medo do menos bom, sem medo do que pode correr mal... Somos mel e prometo não deixar estragar. Deixa-me aceitar-te - a ti, aos teus defeitos, aos teus efeitos e manifestos e a tudo o que és tu e me faz tão bem. Deixa-me provar-te que conseguimos ir à lua e viver sem gravidade - flutuando mundo fora, gravitando vida fora, cometendo o erro de cair na rotina, sem virarmos enfado, sendo agudos tão melódicos, tão sinfónicos, tão eufóricos, vivendo o crime tão fácil - e irrisório, nada grave - de sermos felizes.

 

Deixa-te de coisas. Deixa-me contigo. Deixa-te comigo. Entrega-te a nós e à nossa luta. Não desperdicemos um segundo mais sem nos deixarmos ser.

Deixa-me deixar-nos levar. Leva-nos aos dois, nesse teu bolso estilo infinito, tal fotografia nunca tirada, tal retrato de casal maravilha, tal papel com recado mais que importante, nota delirante, sem qualquer ponta de delírio - que viramos tão reais quanto a nossa existência. Guarda-me no teu sorriso torto, que eu tanto namoro. Deixa-me perder-me no teu peito que tanto me preenche, por dentro, por fora, por sempre, por ora, e de antes em diante. Desperta-me os sentidos. Vivamos estas nossas parábolas (sem imoralidades, porque fazemos tudo bonito) - moral da história, viras epopeia de perdição que insiste em ser narrada. Prosa poética a ser lida, interpretada, como dissertação de química, tese de física, de gastronomia, anatomia, astrologia e astronomia.

 

Deixa-te de coisas e leva-me ao céu... vemos as estrelas (de perto) - que tu pareces perceber algo disso. Tu já me dás asas, mesmo que não queiras... e, por isso, quem sabe, ensinas-me mesmo a voar.

Arrepios.

Subi as escadinhas que davam até à tua porta e toquei à campainha como se fosse a primeira vez.

Era inevitável não me arrepiar ao chegar ali e em pensar em todas as hipóteses e histórias que se viveram e não poderiam esperar do outro lado da porta... estarias como eu? Eu tremia por dentro, vibrava de vontade de te abraçar, tinha o coração a mil com toda a conversa que nos levou até este ponto, tinha um aperto no peito com a possibilidade de estares a precisar tanto de mim como eu de ti, naquele instante.

Abriste a porta e olhámo-nos de alto a baixo como se fosse a primeira vez que nos víamos – talvez fosse a primeira vez que alguém realmente nos via em muito tempo. Segui-te como se estivesse nos corredores de um museu, um caminho que parecia um labirinto, entre umas paredes que se sentiam demasiado estreitas para a tensão e ansiedade que estava a gritar dentro de mim. Deixei-te levares-me onde me querias, deixei-te guiares-me pelo espaço, como achavas melhor. A minha ignorância do que fazer contigo (connosco) era demasiada! E não estava a conseguir ignorar, de todo, a vontade de te agarrar, de te acalmar, de te encostar ao meu peito: sem prudência, sem jeito, sem trejeitos, sem medos, ou desconceitos, ou segundas intenções.

 

Cada passo que davas, puxava-me mais para ti e tu, aí do teu canto, se calhar nem percebias. Estarias como eu?

 

Era inevitável não gostar de toda aquela situação. De toda aquela história que estavamos a criar quase de repente, quase sem querer, como se fosse a primeira vez.

E, de repente, tu paraste e viraste-te para mim. Olhaste-me de alto a baixo e viste-me como se nunca ninguém me tivesse visto, como se eu fosse a única pessoa à face da terra, parecias estar a estudar cada um dos meus traços, dos meus cantos, parecias decorar cada um dos meus sinais. Arrepio na espinha. Senti-me como se me estivesses a criar à medida que os teus olhos percorriam cada milímetro meu e eu ia aparecendo diante de ti, despida de noções e teorias. Senti o meu corpo aparecer como nunca, e senti a minha alma derreter aos teus pés. Senti-me como se finalmente alguém me visse – alguém me quisesse ver. Arrepio na nuca. Estarias como eu?

Estendeste-me a mão, e a minha não se inibiu nem um pouco em aproveitar o embalo. Puxaste-me para ti, assim que os teus dedos sentiram os meus. Os nossos corpos esbarraram como se fosse a primeira vez e senti mais um arrepio em mim, que desta vez levou exatamente o mesmo percurso que os teus olhos tinham feito momentos antes. Agora sim, era inevitável não gostar de toda aquela situação... Sensação. Os meus sentidos cruzaram-se dentro de mim: euforia, harmonia, sinfonia, poesia. Vi o filme da minha vida diante dos meus olhos, naquele instante. Vi todo um futuro desenhado pela minha imaginação e adivinhei cada toque, cada carinho, cada palavra silenciosa que se seguiu. Estarias como eu?

Despedimo-nos da vida, da rotina e do dia. Despimo-nos de nós . Focámos no ninho que tinhamos encontrado um no outro - e não importava o tempo lá fora. Ouvia-se chuva, ouvia-se vento e trovoada: sentiamos sol, sentia-te Sol. Fogo. Escutámos silêncio, escutámo-nos no silêncio. Dançámos corredor fora: descoordenados, como quem não sabe dançar (e não faz ideia do que vai acontecer) mas tão sincronizados! Embebedámo-nos um no outro (um do outro). Mergulhei nesses olhos que pareciam ver-me por dentro, que pareciam querer ler-me por completo. Tropecei, quase sem querer em ti e aterrei, sem proteção, em tudo o que éramos naquele momento. Fechei os olhos e segui guiada pelo magia do inesperado.

 

Não sabia o que viria dali. Tu saberias? Terias estudado tudo, como me estudaste a aura?

Eu não fazia ideia... mas aquela dança desmedida de olhares, aquela sintonia de arrepios, aquela explosão de sentidos, auguravam tudo de bom.

Pequeno - almoço de domingo.

Tu viraste manhã.

Viraste almofada, cobertor e aconchego. Viraste lua e nascer do sol. Viraste canção de embalar, silêncio calmante. Viraste "boas noites", "bons sonhos", "bons dias"... viraste um fechar de olhos e um abrir de sorrisos, viraste um abrir de olhos e um fechar de lábios. Beijo bom. Beijo ótimo. Foste dia e noite, e viraste manhã.

Harmonia e conforto.

Deixaste o mar sem ondas, um tempo que aquece, um amanhecer de sol. Deixaste um sabor suave, aroma de reconciliação, uma essência de frescura de uma alma acabada de tomar banho. Viraste ouro sobre azul, cereja no topo do bolo. Viraste prólogo de uma história que eu quero viver, viraste inspiração na ponta dos dedos. Viraste bom presságio, boas sensações, boa disposição matinal, barrinha energética (beijinho energético). Viraste tema principal do meu sorriso e do meu bom humor. Viraste previsão de sol, mesmo em dias nublados. Viraste por do sol em dia de chuva.

Viraste serenidade depois da agitação, raio de sol pós-tempestade, arco-íris. E eu fiquei rica com o pote no teu fim - no nosso início, no nosso recomeço constante. Fiquei rica em manhãs lindas e bons acordares. Fiquei rica em abraços apertados que quero tanto esbanjar em ti . Fiquei rica com os abraços apertados que tanto esbanjas em mim. Gosto disso: gosto de ser rica de ti. Gosto destas manhãs ricas em ti.

Viraste abraço - abraço tão bom, abraço tão quente, abraço-abrigo, abraço-casa, abraço-regaço, regaço-almofada, regaço-ninho. 

Viraste o meu acordar favorito, a minha premonição de um ânimo inevitável, ante-estreia de algo promissor, teaser de um bom dia, rotina que não cansa. Viraste o despertar ideal, viraste cheirinho doce que faz levantar, dose diária de vitaminas que não esqueço de tomar. Manhã de calmaria, manhã de paz, manhã sem pressa, manhã fácil. 

Calma e tranquilidade.

Um virar de página tão bem sucedido, um sonho tão bom de viver, um capítulo tão bom de ler de um livro tão bom de ter, de uma saga que quero tanto - tanto! - ver. Viraste solo firme, corrimão seguro, farol e porto - bom porto. Porto de abrigo, de atraque, de permanência. Bom Porto.

Viraste momento de uma serenidade que se demora. Viraste sossego de domingo. É isso: viraste domingo - pequeno almoço de domingo - eu quero domingar muito. 

Em tempo de pressa.

Levaste-me pela mão e eu fui.

Fui com a mesma energia com que tinha feito todo o percurso até ali: curiosidade e liberdade; sem espaço para surpresas, mas cheia de vontade de ser surpreendida. E, de repente, ficou um escuro diferente e ficámos em silêncio.

Um silêncio entre nós, mas não entre as nossas mãos. Um silêncio diferente e um frente a frente. Um silêncio de quem sabe o que vai acontecer, e quer fazer acontecer.  Um silêncio de quem sabe que é tarde de mais para que não aconteça, mas que não vai haver tempo para o viver devidamente. Um silêncio de quem sabe que o que quer que aconteça, irá, provavelmente, morrer ali.

 

Eram muitas cores em nós… muitas cores em mim a olhar para ti, e a música tocava mas mais parecia um eco longínquo. Estava apenas a luz suficiente para ver os teus contornos e perceber que me observavas e eu? Eu não sabia mais para onde desviar o olhar. Eu queria ver-te, mas não queria olhar-te.

 

Aliás, eu até queria… queria muito conseguir olhar-te, mas sabia onde é que isso nos levaria e era mais fácil deixar as coisas correrem sem a pressa que tínhamos de ter, mas que eu tanto gosto de evitar. E, de facto, precisávamos de nos apressar. E, para dizer a verdade, desta vez, eu até queria essa pressa. 

 

“Apressa-te!”, pedi-te sem saberes. Ainda hoje não sabes o quanto supliquei que te despachasses. E tu sabias tanto quanto eu, que tal e qual um certo famoso conto de fadas, abandonaria todo o teu espaço em pouco tempo. Tu sabias, tanto quanto eu, o quanto nos precisávamos de despachar.

 

Era uma questão de horas, o deixar de te olhar. 

 

E, de repente, apercebi-me para onde olhava. Apercebi-me que, se calhar, não teria sido pior ter conseguido concentrar o meu olhar nos olhos, em vez de me focar no teu sorriso… Porque o teu sorriso tem um poder que não deves conhecer. Ou então, se calhar, até conheces e por isso é que usaste essa arma ali, em tempo de guerra… em tempo de contra-relógio, em tempo de pressa. Por outro lado, obrigada por me sorrires.

 

Pairava urgência no ar. Havia um tic-tac mental demasiado rápido, uma sensação acelerada, uma separação inevitável, uma batida apressada. Não sei se a batida era da música, do coração, da ansiedade de nos precipitarmos - e de tanto nos querermos precipitar, sem tempo para o fazer.

 

Confesso que sei muito pouco sobre este momento. Lembro-o como um sonho rápido que pouco decorei ou um filme que não tive tempo de pôr a gravar. Confesso que tenho as minhas dúvidas se aconteceu, de tão volátil que foi, de tão pouco que o guardei - mas, definitivamente, é quase como se não tivesse acontecido. 

 

Senti um olhar cruzado demasiado imprevisivelmente.

Senti uma música silenciada pela força do momento.

Sinto fechar o sorriso num beijo.

Sinto fechar as mãos no teu corpo.

 

Sinto o momento a correr, sem ter tempo de o pausar, sem ter tempo de apreciar o que quer fosse dos teus lábios, sem ter tempo de perceber o teu toque nas minhas costas. Sinto o mundo andar à roda tão depressa quanto um cronómetro.

 

A pressa é, realmente, inimiga da perfeição. Onde já se viu, estragar um momento com todas as condições para ser perfeito, com a sua inconveniência e precipitação! 

 

E eu sinto o tempo a fugir, sem energia para correr atrás dele. Sinto-me perder-te para uma agenda, para toda uma vida que não se cansa de chamar… Sinto que por muito que te agarrasse com força, para nos podermos saborear, o momento correria ainda com mais força. Sinto que por muito que te pedisse para esperar, o relógio avançaria sem demoras. Sinto que por muito que o nosso beijo se fosse tentando estender, o tempo não teria qualquer piedade… o fim chegaria sempre, sem qualquer remorso, sem delongas, como um jantar que fica pelas entradas, uma viagem que acaba ao chegar ao destino, um sonho que acaba quando o vives… como um doce que desaparece numa só dentada. Estávamos diante um prazo inflexível, uma data de validade irrevogável.

 

E desapareceste. De certa forma, ficaste para trás. E o momento foi tão volátil que nem o som dos teus lábios, o toque do teu olhar ou o brilho do teu beijo, eu pude trazer comigo. 

 

Nem a sensação de aperto das tuas mãos na minha cintura eu conservei. Nem o chamar da tua voz eu me recordo. Emersei desse momento tão depressa quanto mergulhei nele, ou ainda mais rapidamente. Foi um suspiro fugaz e, logo agora que não sei de ti, o tempo já acalmou, o relógio já me respeita, a vida decorre sem grande pressa … e sinto os meus beijos com vontade de te encontrar.

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