De mim, euforia
de 2018.
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de 2018.
É fácil gostar de ti.
É fácil gostar do brilho que me trazes, da energia que me dás, dos sorrisos aparvalhados que faço por ti, mesmo sem motivo. É fácil gostar de cada traço teu. Gosto de ti sem esforço e sem necessidade de saber porquê. Às vezes não gosto de gostar de ti: não gosto que me deixes ansiosa porque demoras, não gosto de ficar nervosa porque não falas, não gosto de me sentir insegura porque não estás. Às vezes seria bem mais fácil se não gostasse de ti... mas é tão mais fácil gostar de ti e do teu toque e do teu beijo. Gostar das conversas que temos, das conversas que não precisamos de ter e das conversas que deixamos para depois dos nossos momentos. Gostar do teu abraço apertado e da forma como me envolves, quando me sinto a coisa mais frágil e mais segura do mundo, porque nada pode acontecer ali dentro. É tão mais fácil gostar de olhar para ti, mesmo quando não estás a ver... (principalmente quando não estás a ver). E eu gostava de me controlar mais no que te diz respeito, mas é tão difícil deixar de ser de ti e de me sentir de ti.
Dizem que o que fica entre as palavras, como gestos e expressões é o que mais importa e eu olho-te sem tu veres, a tentar decifrar isso. Não é fácil decifrar-te. E gostar de ti é tão mais importante que me perco. Só te olho. Só gosto. Só me perco em ti. Às vezes olho-te sem pensar em nada. Às vezes olho-te e penso em todo um mundo de coisas. Às vezes olho-te e perco-me. E enrolo-me em ti, porque lá fora não há mais nada enquanto estiver assim.
E quando te vais embora, era tão mais fácil não gostar de ti! Porque o corpo amolece. O corpo arrefece. O mundo arrefece. O mundo acontece... começa a acontecer. E eu não gosto que o mundo aconteça assim. Não gosto do mundo sem ti. É tão fácil não gostar do mundo. E é tão fácil gostar de ti no meu mundo. E eu noto que não tens noção de quanto é fácil gostar de ti.
E eu gostava das tuas palavras, de como parecia que sabias sempre o que dizer. E eu acredito nas tuas palavras, como se fossem a única coisa real no mundo. Às vezes preferia não gostar das tuas palavras, porque não as percebo. Mas as tuas palavras parecem tão certas quando as dizes. Às vezes preferia não acreditar nas tuas palavras, às vezes acho errado acreditar nas tuas palavras... Mas as palavras são tuas e é tão fácil gostar de ti: como não gostar delas também?
Se me perguntas o que eu gosto para estar contigo, eu não sei o que responder. Às vezes acho errado gostar de ti, mas depois descubro mais alguma coisa que gosto em ti. É difícil saber o que me prende a ti... até porque eu odeio tanta coisa em ti: odeio a tua ausência, odeio o teu silêncio, odeio não te perceber, odeio que não me deixes perceber-te mais. Odeio ver-te ir, odeio não poder fazer-te ficar e odeio deixar-te ir. Odeio a ansiedade, o nervoso, a insegurança. Odeio o medo de estragar tudo ou de deixar tudo ir.
Odeio que seja tão fácil gostar de ti... Mas eu gosto tanto de gostar de ti!
E gosto ainda mais que digas que gostas de mim.
"Ela é assim... Tem um ar de menina, pensamentos de moça e desejos de mulher. Não conhece o mundo como queria, mas vê o mundo como ninguém.
Ela quer algo real, mas não se esquece das estórias de encantar. Acredita no "viveram felizes para sempre", sonha com fadas e arco-íris e acredita no amor e acredita no cor-de-rosa. Não é ingénua, mas acredita no melhor do mundo, mesmo tendo noção do pior.
Ela vai sorrir com facilidade, vai emocionar-se com um vídeo simples, vai chorar no final de um livro e vai disfarçar com um comentário engraçado.
Ela não vai parar de sonhar só porque é (quase) impossível. Não vai deixar de acreditar só porque já falhou. Não vai deixar de sorrir só porque há coisas que não estão bem. Ela acredita em sorrir e no poder de um sorriso...
Ela acredita que tudo tem um lado positivo, por mais que pareça mal e em tirar o melhor dessa altura. Acredita na sorte e no azar, porque sem azar não há sorte... e ela tem tanta! Ela acredita pouco em coincidências: nem tudo acontece por acaso. Ela acredita no destino e em sinais. Ela acredita em pedir desejos às estrelas.
Ela exigirá sempre o teu máximo... não porque não esteja satisfeita, mas porque sabe do que és capaz e do quão feliz podes ficar quando chegares mais longe. Ela vai querer sempre mais: mais de ti, mais de vocês, mais do mundo, mais dela. Precisa disso. Mas, acima de tudo, mais amor e paz de espírito.
Ela nem sempre será uma princesa, mas podes acreditar que à tua frente será onde a verás mais perfeita e delicada.
Ela não é perfeita, nem nunca será, mas põe sempre o melhor dela em tudo que faz e faz o melhor que pode daquilo que lhe toca.
E ela ama-te.
Ela ama-te sem perceber se é possível sentir mais do que o que sente por ti e surpreende-se a cada dia quando se apercebe que sim."
|| Abril de 2016.
Sou católica. Aliás, sou a dita " católica praticante". Não sou ingénua ou inocente. Não sou católica ferverosa. Há muitas coisas que ponho em causa, mas há outras em que acredito profundamente. E uma dessas crenças que apoio, defendo, acredito ferverosamente (perdoem-me a redondância) e pela qual luto e vivo... aliás, respiro, é o amor e o poder dessa força sobrenatural (que para mim é Deus, mas que no mundo existe sobre as formas mais inimagináveis e fantásticas e com os mais diversos nomes), sobre ele.
Numa outra publicação, há já alguns anos escrevi sobre o destino e, para mim, Ele tem poder sobre a nossa vida, dá-nos caminhos à escolha, mas influencia-nos e ensina-nos conforme as escolhas que tomamos. Mas nunca, nunca nos deixa sós.
Hoje, e em concordância com acontecimentos recentes, cruzei-me, (num website), com este texto que vai ao encontro de tudo o que acredito e no que, cada vez mais, me faz ter a certeza de que Ele não dorme.
"Hoje em dia existe muito medo de tomar decisões definitivas, como a de se casar, pois as pessoas consideram impossível manter o amor vivo ao longo dos anos.
O Papa Francisco fala deste tema e convida-nos a não nos deixarmos vencer pela “cultura do provisório”, pois o amor que fundamenta uma família é um amor para sempre.
O que entendemos por “amor”?
Com a sabedoria e a simplicidade que o caracterizam, o Papa Francisco começa com um importante esclarecimento sobre o verdadeiro significado do amor, já que, diante do medo do “para sempre”, muitos dizem: “Ficaremos juntos enquanto o amor durar”.
Assim, ele pergunta: “O que entendemos por ‘amor‘? Só um sentimento, uma condição psicofísica? Certamente, se é assim, não se pode construir nada sólido. Mas se o amor é uma relação, então é uma realidade que cresce e também podemos dizer, por exemplo, que se constrói como uma casa. E a casa é construída na companhia do outro, não sozinhos! Não queiram construí-la sobre a areia dos sentimentos, que vão e vêm, mas sim sobre a rocha do amor verdadeiro, o amor que vem de Deus.”
“O matrimónio é um trabalho de ourivesaria que se constrói todos os dias ao longo da vida. O marido ajuda a esposa a amadurecer como mulher, e a esposa ajuda o marido a amadurecer como homem. Os dois crescem em humanidade e esta é a principal herança que deixam aos filhos”, acrescenta.
Três palavras mágicas para fazer o casamento durar
O Papa esclarece que o “para sempre” não é só uma questão de duração. “Um casamento não se realiza somente se ele durar. A sua qualidade também é importante. Estarem juntos e saberem amar-se para sempre é o desafio dos esposos.” E fala sobre a convivência matrimonial: “Viverem juntos é uma arte, um caminho paciente, bonito e fascinante (…) que tem regras que se podem resumir exatamente naquelas três palavras: ‘posso?’, ‘obrigado’ e ‘desculpa'”.
“‘Posso?’ é o pedido amável de entrar na vida de alguém com respeito e atenção. O verdadeiro amor não se impõe com dureza e agressividade. São Francisco dizia: ‘A cortesia é a irmã da caridade, que apaga o ódio e mantém o amor‘. E hoje, nas nossas famílias, no nosso mundo amiúde, violento e arrogante, faz falta muita cortesia.”
“Obrigado’: a gratidão é um sentimento importante. Sabemos agradecer? (…) É importante manter viva a consciência de que a outra pessoa é um dom de Deus e aos dons de Deus diz-se ‘obrigado’. Não é uma palavra amável para usar com os estranhos, para ser educados. É preciso saber dizer ‘obrigado’ para caminharem juntos.”
“‘Desculpa’: na vida cometemos muitos erros, enganamo-nos tantas vezes. Todos. Daí a necessidade de utilizar esta palavra tão simples: ‘desculpa’. Em geral, cada um de nós está disposto a acusar o outro para se desculpar. É um instinto que está na origem de tantos desastres. Aprendamos a reconhecer os nossos erros e a pedir desculpa. Também assim cresce uma família cristã.”
Finalmente, o Papa acrescenta, com bom humor: “Todos sabemos que não existe uma família perfeita, nem o marido ou a mulher perfeitos. Isso sem falar da sogra perfeita…”. E conclui: “Existimos nós, os pecadores. Jesus, que nos conhece bem, ensina-nos um segredo: que um dia não termine nunca sem pedir perdão, sem que a paz volte à casa. Se aprendemos a pedir perdão e a perdoar aos outros, o matrimónio durará, seguirá em frente.”
Hoje em dia as relações entre familiares, amigos ou namorados são como um brinquedo estragado. Eu sempre acreditei que dá para "dar um jeito". Acredito que podemos (quase) sempre dar a volta e "arranjar o brinquedo", se essa for a vontade das duas parte.
Mas, infelizmente, estamos numa altura em que a nossa vida sócio-cultural precisava de ter acesso a este tipo de mentalidades, filosofias e palavras.
E, por elas, agradeço.
(texto adaptado para português de Portugal)
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